sexta-feira, 18 de maio de 2012

II Tropeada Cristóvão Pereira de Abreu nos Campos de Cima da Serra

Entre os dias 13 e 17 de abril de 2012, ocorreu a II Tropeada Cristóvão Pereira de Abreu nos Campos de Cima da Serra Gaúcha. A organização ficou a cargo do Comandante Marco Aurélio Angeli (Zoreia), Sérgio Gaudério Barbosa e Valter Fraga Nunes. Esta tropeada ocorre a cada dois anos, coincidente com o Seminário Nacional sobre Tropeirismo - SENATRO, em Bom Jesus/RS, na qual se faz a abertura oficial. A tropeada tem por objetivo mostrar na prática o ofício do tropeiro que por mais 200 anos movimentou a economia do Brasil do século XVIII até a metade do século XX. Inicialmente com as grandes rotas, como o caminho do Mar, desde da Colônia de Sacramento até Sorocaba, depois pelos Campos do Viamão, pelas Missões e posteriormente a nível regional, internamente em cada Estado. Além disso, oportuniza as pessoas das diversas localidades por onde passamos a visualizarem ou para os mais antigos, relembrarem a figura do tropeiro com os muares soltos ou com os cargueiros, afinal eles são as peças fundamentais dos nossos estudos. Diria até mais, convidados de honra, pois nada é mais agradável do que falar, discutir, exaltar, sobre algo que esteja presente entre nós.
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Sobre os tchê no 35

Vou te dizer uma coisa sou fã do Martinho da Vila, Alcione de alguns conjuntos de rock, e até de alguns caipiras autenticos, nem por isso os convidaria para um show se eu fosse patrão de algum CTG Isso está parecendo o Itamar Franco só pq gostava de fusca, mandou reeditar sua versão. Absurdos p/ ficar na história. A patroa poderia contratá-los para uma festa particular em sua casa e pagar o cache com seu dinheiro, não se aproveitar da condição de Patroa para este deleite. Autorizo a publicação. ! Hilton Araldi

CTG Fechado em Santa Maria



À exemplo do CTG Gildo de Freitas, em porto Alegre, CTG de Santa Maria é fechado por reclamação de vizinhos sobre barulho produzido. O Gildo resolveu o seu problema.


Em Santa Maria, os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) estão tendo de se adaptar ao Código Municipal de Posturas e respeitar a Lei do Silêncio. Por determinação da Justiça, o CTG Farroupilhas, localizado na Rua Otávio Rocha, no bairro Itararé, foi fechado e só reabrirá quando instalar um isolamento acústico. Pelo menos outras três entidades tradicionalistas, entre elas o Piá do Sul e o Sentinela da Querência, estão se incomodando com os vizinhos que reclamam do barulho.


O Centro de Pesquisas Folclóricas (CPF) Piá do Sul também sofreu processo judicial, mas conseguiu entrar em acordo com a vizinhança da Rua Justino Couto, no bairro Duque de Caxias. Segundo o patrão Newton Machado, os vizinhos reclamaram do barulho, mas também estão ajudando a solucionar o problema. Eles doaram tijolos para aumentar o muro na tentativa de barrar a propagação do som. Além disso, o CPF está improvisando para melhorar o isolamento da sede: sacos de estopa estão sendo colocados no teto, e o ensaio, que antes passava das 23h, hoje termina obrigatoriamente às 22h. A programação da Semana Farroupilha também foi afetada -em, vez de diária, ficou mais esparsa para não incomodar vizinhos. Além dos shows em dias alternados, o som será mais baixo.


O CTG Sentinela da Querência, na Rua Silvino Zimmermann, em Camobi, recebeu notificações sobre o barulho por parte do município e também tenta se adequar aos horários de silêncio, entre 22h e 7h. O ideal seria implantar o projeto de isolamento acústico, mas o custo foi avaliado em cerca de R$ 300 mil, em função do tamanho do local. As invernadas estão ensaiando até as 23h.


Já o CTG Ponche Verde, na Venâncio Aires, no centro da cidade, recebeu reclamações informais e modificou seus horários de ensaio para o problema não crescer. As invernadas artísticas ensaiam até as 21h30min durante a semana. Aos finais de semana, os bailes iniciam à meia-noite e terminam às 3h.
O problema, segundo João Carlos Cardoso de Lima, coordenador da 13ª Região Tradicionalista (RT), é que a maioria dos CTGs foi construída há pelo menos 30 anos em locais onde não eram povoados, mas a cidade se expandiu, trazendo mais vizinhos para os CTGs.


_ A cidade não era tão urbanizada, e os prédios continuam os mesmos daquela época, quando não havia preocupação com a acústica. Nem a 13ª RT nem os CTGs têm arrecadação suficiente para um isolamento acústico, que hoje é imprescindível. Estamos, dentro da lei, tentando reverter os processos - afirma Lima.


Silêncio no salão


Há 41 anos no bairro Itararé, o CTG Farroupilhas é a única entidade tradicionalista do bairro que ainda resiste à ação do tempo e não sofreu muitas alterações desde que foi erguida em 1970. Sem isolamento acústico adequado no prédio, os eventos realizados no local ultrapassavam o limite permitido de ruído, conforme medição feita pela Brigada Militar para a ação do Ministério Público Estadual. Segundo os patrões, faltam recursos para executar o projeto acústico, orçado em R$49 mil.


As invernadas, que reúnem cerca de 100 pessoas nas categorias, mirim, juvenil, adulto e xiru, estão ensaiando em um local emprestado. Se for na sede, é sem música ou com som muito baixo.
_ Estamos tentando melhorar a acústica, colocando costaneiras (madeira) no teto _ conta o patrão Heuler Ademar Dalla Lana Cecchim.


O CTG também é usado para atividades como ginástica do Grupo Vida Ativa, que reúne cerca de 25 pessoas idosas, diabéticas e hipertensas.


_ Com ele fechado, não temos onde nos exercitar, o que prejudica nossa saúde. Em outros lugares temos que pagar aluguel do local - revela a coordenadora do grupo, Íria Baches, 56 anos.
Segundo o promotor público Ricardo Lozza, quem apontou o problema foi uma vizinha do CTG, que é professora, e alertou para o excesso de barulho


Fonte: Clic RBS
Diário de Santa Maria
Foto: Ronald Mendes

TCHÊ BARBARIDADE HOJE, NO "35" CTG!

TCHÊ BARBARIDADE HOJE, NO "35" CTG!

Não! A matéria não é de 10 anos atrás. É recente. É de hoje, dia 18 de maio de 2012. Digo isto porque há pouco tempo, se fizéssemos tal postagem iriam chamar-nos de um bando de loucos. Por determinação (acertada) do MTG os grupos da Tchê Miusic foram proibidos de tocarem seus maxixes dentre as quatro paredes de um centro de tradições.

Agora, ao que parece de volta às origens, a convite da patroa do "35" CTG, Márcia Cristina Borges, que se diz admiradora do Grupo, o Tchê Barbaridade vai mostrar sua versão gaudéria num dos mais autênticos, tradicionais, ideológicos, centros de tradições do Rio Grande do Sul. Digo versão gaudéria porque a versão sertaneja, ou sei lá o que, continua em atividade e tudo depende do local em que o grupo se apresenta. Ao contrário do ditado que diz: dançar conforme a música, o Tchê Barbaridade toca conforme o ambiente.

O Tchê Guri, de acordo com seu vocalista Lê Vargas, está vindo na mesma estrada de retorno em face da mudança no comando do MTG. O Tchê Garotos, graças a bela canção "Cachorro Perigoso" que emplacou na novela Avenida Brasil diz que - Bombachas Nunca Mais. Fato que os apreciadores da música mais autêntica agradecem.

O CTG NÃO É UM CLUBE QUALQUER!


Ontem, após termos feito àquela postagem sobre os problemas enfrentados pelos CTGs de Santa Maria, em relação aos processos judiciais em virtude da propagação do som, fato que, de verdade, incomoda os vizinhos, recebemos muitas colocações de leitores do blog. Uma delas chamou-nos a atenção por ponderar que O CTG, COMO QUALQUER CLUBE SOCIAL, ESTÁ FADADO A DESAPARECER. O leitor faz um relato da situação administrativa das sociedades, outrora tradicionais, e coloca os centros de tradições neste roldão.

Não pensamos assim. É claro que as entidades passam por um período crítico pela falta de dinheiro e má administração. Não vou falar aqui pelas exceções, que estão muito bem, obrigado, mas no geral, as entidades cultoras do tradicionalismo vão peleando só com o cabo da faca. Culpo, em parte, o próprio MTG que, como todo órgão centralizador, visa muito a si próprio e esquece dos seus filiados.

Mas o que queremos realmente dizer, contrapondo nosso leitor, é que o CTG não é um clube social qualquer, porque ali, naquele ambiente, por vezes rude, considerado por muitos como antiquado, ainda se preserva um grande e inestimável valor que é a FAMÍLIA. Tem que se adequar aos novos tempos e ir ao encontro dos sócios, praticar filantropia, sair da mesmice das bailantas e se aculturar mais? Tem! Mas este predicado ninguém tira de um CTG. O alicerce familiar.

Em cima deste mesmo tema nos escreve outro leitor e grande colaborador do blog, Carlos Homrich.

Mano Léo.

É verdade. O que vem acontecendo com muitos CTG's, que estão sendo obrigados a fecharem suas portas para os ensaios de suas invernadas, para a realização de bailes tendo em vista a adaptação ao Código Municipal de Posturas e respeito a Lei do Silêncio.

Em Cachoeirinha, um CTG teve que ficar muito tempo fechado e ainda se encontra assim, devido a este Código de Posturas. E o pior, pediu ajuda ao MTG e nada foi feito, e muitos outros estão sofrendo com isso.

Nada contra, mas acredito que o nosso Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG tem que se movimentar e realizar junto as Prefeituras, Ministério Público, etc, um acordo ou convênio para que possam nossos CTG's se adequarem a este Código.

Já não houve uma adequação, convênio com o Ministério Público Federal com o MTG no sentido de "O MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO ENGAJADO NA CAMPANHA DE COMBATE À CORRUPÇÃO".

Então, quem sabe o MTG entra nesta também e vai fazer um acordo (convênio) com as Prefeituras Municipais no sentido de adequação de nossos galpões a Lei do Silêncio.
Sei que teremos até ajuda de muitas Prefeituras, até ajuda financeira, através de Leis de Incentivo a Cultura, etc, para verem realizadas este Código de Posturas.

Tenho certeza que todas as Prefeituras irão se mobilizar, pois sabemos que povo nenhum sobrevive sem a sua tradição e a nossa Tradição Gaúcha está acima de qualquer outra e não pode se terminar assim. Temos que nos adequar também.

Carlos Homrich
Advogado
OAB/RS 39.479
Tradicionalista

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PAINEL FESTIVAIS - RS - 40 ANOS

VENDIDA RAPIDAMENTE PELA INTERNET - REALMENTE UMA JÓIA RARA !



Com 25 cm de lâmina e 37.5 cm de comprimento total, completamente integral, forjada em aço damasco (O1/15N20) numa variante do meu padrão Merovingian, com falso fio em estilo inglês, e aplique de ouro 24K na marca e no estampo MS. A empunhadura foi feita no meu inconfundível estilo fechadura, com incerção em ébano e uma linha escavada à buril e protegida da revelação, para criar uma moldura no encaixe. A bainha é em couro de búfalo, com aplique de couro de avestruz, e tubo em damasco nos cordões.

As fotos não fazem justiça à beleza da faca (como fotógrafo eu sou um excelente cuteleiro...), o damasco é extremamente brilhante, é uma faca que chama a atenção!

Investimento: R$6.000,00 (à vista, envio incluso)
CUTELEIRO
Rodrigo Sfreddo

sexta-feira, 11 de maio de 2012

RODEIO ZONA SUL BELÉM NOVO

III FESTINIL

III FESTINIL
16 e 17 de junho de 2012
Local: CTG RANCHO DA SAUDADE - CACHOEIRINHA - 1º RT

C o n v i t e

A Coordenadoria da 1ª Região Tradicionalista, juntamente com aPatronagem do CTG Rancho da Saudade, em parceria com a Prefeitura de Cachoeirinha, têm a honra de convidar todas as Entidades Tradicionalistas para participarem do FESTIVAL JUVENIL III FESTINIL a realizar-se nos dias 16 e 17 de junho de 2012, nas dependências do CTG situado à Avenida Frederico Augusto Ritter, 2626 - Cachoeirinha/RS. Valorizar o Jovem e integrá-lo ao Movimento Tradicionalista Gaúcho é um compromisso de todos os gaúchos. Este é o nosso objetivo, nossa meta: Sempre o Jovem em primeiro lugar.
Nairioli Callegaro/Coordenador Regional/1ª RT


O regulamento e ficha de inscrições para o III FESTINIL ja esta disponivel no site da 1ª RT.

 
OBS: Em consenso com o Departamento Artístico da 1º RT, informamos que este ano sera solicitado 06 danças tradicionais, 02 danças de fila, 02 danças de roda e 02 danças independente, mas que a partir de 2013 sera solicitado 09 danças 03 danças de fila, 03 danças de roda e 03 danças independentes.

 
Ana Paula Lauffer
Diretora Depto. Artístico - 1º RT

O PATRÃO PORTELA DE FREDERICO

Nascido em Sao Borja na fronteira e formado em direito e professor de historia, o Sr Erique Marque Portela e um grande incentivador da trova gaucha naquela regioa.Apaixonado por pajadas e trovas especialmente as do Rodeio coringa ele levou a trova a frederico na semana farroupilha e me divulga muito por la,foi o unico patrao d ctg PASMEN a me pagar cache e soube me valoriza e muito bem. Me divulgando, me levando ao Prefeito Jose Panosso . Ele fez o que muito Ctg palacete deveria fazer e nao faz,pra se ter uma ideia ele parente longe de Portela d La vi, culto atenciso e dinamico. E amigo e Jardel Cadore um taura do laço e patrao da campeira do ctg,homen de lida bruta do cavalo do saca laço do brete, e a fera o braço de ouro do ctg.O patrao Portela entyregou o cargo nao sem antes fazer uma pajada na qual vc ve na foto na troca de patronagem do Ctg Rodeio da querencia, mas ele nao vai deixar saudades nao por q ele ta sempre la uma vez patrao sempre patrao, ate porque ele e um amnte da trova gaucha.Fez uma execelente patronagem
VALEU PORTELA
O GUARDIAO DA TROVA DO ALTO URUGUAI.

fonte: Vitor Hugo Vieira Medeiros
vitorhugojuniorme@hotmail.com

O VALOR DE DUAS GAITAS


Irmãos Bertussi. Precursores dos duetos de gaitas

De já hoje estava escutando o CD do Zezinho e Grupo Floreio. Na faixa 7, tem um chotes intitulado Lá Fora, que dá vontade convidar a patroa e sair “figurando” pela sala do apartamento. Mas chamou minha atenção, esta música, pelo dueto de gaitas elaborado, com certeza, pelo próprio Zezinho (grava-se duas vezes). Esta canção beira às raias da perfeição em se tratando de duas cordeonas. Aí garrei a pensar como é bonito um duo de gaitas e porque será que poucos grupos utilizam-se deste mecanismo hoje em dia.

Me criei dançando em fandangos ao som de duas gaitas. Uma perguntava, a outra respondia... Os pioneiros, os grandes mestres, os ícones nesta modalidade, foram Honeyde e Adelar Bertussi, ou seja, os Irmãos Bertussi. Atualmente Os Monarcas, Porca Veia, e mais um que outro conjunto, abre duas gaita em verdadeiro dueto para animar um fandango.

Não sei como funciona, pois não sou músico, mas sinto que soa bem aos meus ouvidos. Me parece que as cordeonas conversam entre si, que preenchem os espaços, que tornam um baile verdadeiramente gaúcho. Fica bonito uma coisa por demais....

Mal comparando duas gaitas são como Romeu e Julieta, arroz e feijão, sagu e creme, Teixeirinha e Mery Terezinha, Grêmio e Inter, Tonico e Tinoco, ou seja, se completam e um não seria o mesmo sem o outro.

Que voltem os velhos tempos dos conjuntos com duas gaitas!