domingo, 22 de fevereiro de 2015

Encontro reuniu mais de 200 lideranças de todo o Rio Grande, em Santa Cruz






CTG Lanceiros de Santa Cruz, em Santa Cruz do Sul, foi o palco do Encontro de Coordenadores e Diretores regionais neste sábado, 21 de fevereiro.

            Mais de 200 lideranças campeiras, artísticas, culturais e esportivas discutiram temas relevantes par aos trabalhos no ano de 2015. Os novos regulamentos, leis que atingem diretamente o tradicionalismo, todos buscando informações e discutindo experiências para contribuir com as entidades tradicionalistas em todo o estado.

            Anijane Luiz, Diretora de Concursos do MTG, apresentou juntamente com Elenir Winck, vice-presidente de cultura, como serão os concursos de prendas e peões este ano em suas fases regional e estadual.

            O Prefeito de Santa Cruz do Sul, Telmo Kirst, fez questão de comparecer ao encontro para levar sua empolgação com a realização da FECARS - Festa Campeira do Rio Grande do Sul - em sua cidade. Lembrou que o ENART já faz parte da vida de Santa Cruz e, no que depender dele, a FECARS também passará a fazer parte.

            Luciano Gonçalves, secretário adjunto de comunicação e relações institucionais, da prefeitura de Rio Grande, presidindo a comissão da Ciranda de Prendas, esteve presente ao evento para aprimorar as discussões e buscar melhores resultados no evento que tomará a cidade em maio. Lembrou que no jogo de domingo, dia 22, em que o Internacional de Porto Alegre, enfrenta o São Paulo, de Rio Grande, uma faixa promovendo o evento passará pelo campo durante as transmissões.

            Depois do almoço os coordenadores com suas diretorias foram par ao parque de Rodeios de Santa Cruz, onde acontecerá a FECARS, para o sorteio dos locais de acampamento e para saberem onde serão as provas.

            Após o sorteio, de forma democrática, aceito pelas regiões, todos foram passear pelo belíssimo parque para conhecer as instalações, acompanhados pelos secretários municipais.


Matéria e fotos: Rogério Bastos
Comunicação Digital MTG

Rogério Bastos assumiu a Coordenadoria da 40ªRT



          Uma novidade! Na verdade, a 40ª região já existiu, em um passado não muito distante. Foi extinta, mas foi trazida novamente pelo MTG do RS para abrigar entidades de fora do estado que não tem sua própria federação.
         Mas quem é o Rogério Bastos, que irá prestar este serviço para o tradicionalismo?
Formado em História pela FAPA onde fez Pós Graduação em História contemporânea, Pós Graduado pela FIJO/PUCRS, em Administração no Terceiro Setor, e Pós Graduando em Gestão Cultural e Design Gráfico, no SENAC. Jornalista (registro 16.834),  Diretor da Bastos Produções, empresa que criou para atender demandas de eventos tradicionalistas, profissional das áreas de marketing e eventos, com mais de 50 palestras anuais pelo RS e fora dele. Formado em comunicação pela FEPLAM, profissional em apresentação, locução, noticiador, produtor Executivo de Rádio e Televisão. Preside o Conselho da Comissão Gaúcha de Folclore e cuida, junto com Aline Kraemer, a comunicação da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha.
          Bastos é Editor do Jornal Eco da Tradição, informativo oficial do MTG e, junto com Liliane Pappen, produzem todo material dos eventos do MTG do Rio Grande do Sul.
         

sábado, 14 de fevereiro de 2015

CHEGA DE DAR PAU EM CAVALO!


Eu fico impressionado como letristas (e intérpretes) adoram este tema batido, surrado, ultrapassado, de gaúcho cortando de espora e dando-lhe pau em cavalo. Em nossa realidade de hoje, e com o ingresso da doma racional, esta atividade está restrita aos rodeios e a meia dúzia de ginetes que ainda utilizam a doma tradicional. E mesmo que não fosse assim. Mesmo que inchar um potro a mangaço ainda fosse normal, o tema já foi cantado e recantado. Já saturou. Temos que usar a criatividade e fugir da mesmice, da vala comum.
 
Estou saindo de uma avaliação de 650 músicas do 6º Canto dos Cardeais, de Canguçu, e chego a estar com pena da cavalhada. O que apanharam em dezenas de músicas, não foi fácil. 
 
Nossa cultura tem muito mais a ser retratada e o espaço que temos (minguados lançamentos de CDs) é pequeno para ficarmos nos repetindo nesta saga interminável de lanhar um flete a mango e espora.

Fonte: Léo Ribeiro

Presidente da CBTG, João Ermelino Mello


Este mandato a frente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG) tem sido um desafio desde o seu início. Neste período que antecedeu o 17º Rodeio Crioulo Nacional de Campeões, 13º Festival Nacional de Arte e Tradição Gaúcha (Fenart) e o 7º Jogos Tradicionalistas em Piratuba/SC, tivemos muito trabalho e ao chegarmos ao final deste grandioso evento, podemos olhar para trás e observar que nosso esforço não foi em vão.
          Neste último final de semana percebemos mais uma vez o quão grandiosa é a nossa Tradição e o quanto devemos tratá-la com responsabilidade. Foram milhares de artistas amadores que desfilaram o seu talento pelos palcos de Piratuba, gaúchos e gaúchas que demonstraram habilidades nas provas e nos jogos campeiros, levando emoção ao público que acompanhava as competições sem arredar o pé.
          É um momento de felicidade e é preciso agradecer a todos que de uma forma ou outra, fizeram acontecer o Nacional:
          Em primeiro lugar, a Deus e ao apoio de minha família, em especial a minha esposa - Carmen Beatriz Kraemer, que me acompanhou durante o evento.
          Agradeço a Prefeitura Municipal de Piratuba, na pessoa do Exmo. Prefeito - Sr. Claudirlei Dorini, Exmo. Vice-Prefeito - Sr. Mauri Lenhardt, bem como toda a equipe, em especial a Secretária de Turismo - Sra. Gelci de Souza e o Assessor de Imprensa - Cristiano Mortari, que foram incansáveis em atender a tudo e a todos.
          Ao Presidente do MTG/SC - Sr. Orides Luiz Pompeo, Prendas e Peões e toda a sua equipe.
          Da CBTG agradecimentos aos nossos Vice-Presidentes: Sr. Eduardo Larsen (1º Vice-Presidente e Diretor de Integração Nacional) e Sr. Algenor Luvison (2º Vice-Presidente). Agradecimentos ao Secretário Adjunto - Sr. Jucimar Antonio de Moura, ao Tesoureiro Geral - Sr. Moacir Kohl Filho e ao Assessor Jurídico - Sr. Helio Damasceno Louzado. Agradecimentos a toda Diretoria da CBTG: Campeira - Sr. Romencito Aléssio, Artística - Sr. Everton Douglas Diehl, Cultural - Sra. Edineia Betta, Esportiva - Sr. Mauro Magno Machado, Geral - Sr. Rogerio Pankievicz, Relações Internacionais - Sra. Loiva Lopes Calderan, Divulgação - Sr. Rogério Bastos e Sra Aline Kraemer, Tecnologia da Informação - Sr. Wilson Porto, Narradores - Sr. Sizenando do Carmo Neto e Diretoria Jovem - Deyse Moscarello e Tiago Donadel. Agradecimentos aos Conselheiros - Sra. Reni Martins Marchioro, Sr. Dorvílio José Calderan (que também é Presidente da Confederação Internacional da Tradição Gaúcha) e Sr. Valdir Gonzales da Silveira, aos Presidentes do Conselho de Vaqueanos - Sr. João Joarez Ribeiro Esmerio, Sr. Decio Albino de Oliveira, Sr. Celívio Holz e o Vice-Diretor da Ordem dos Cavaleiros da CBTG - Sr. Luiz Antonio de Machado Avila. Tenho que agradecer a vocês que estiveram presentes apoiando e trabalhando para que proporcionássemos o melhor ambiente para o desenvolvimento das provas.
          A todos os presidentes das unidades da Federação meus sinceros agradecimentos: Anfitrião MTG/SC - Sr. Orides Luiz Pompeo, MTG/RS - Sr. Manoelito Carlos Savaris, MTG/PR - Sr. José Jader da Silva, MTG/MS - Sr. Natal José Marchioro, MTG/MT - Sr. Roberto Basso, MTG/SP - Sr. Hélio Damasceno Louzado, MTG/AO - Representando o Sr. Presidente Jaime Valentin Morgan - Sr. Nilo Soares e FTG/PC - Sra. Loiva Lopes Calderan, que souberam conduzir com maestria suas delegações e que apoiaram incondicionalmente a diretoria em todas as suas decisões.
          O meu muito obrigado ao compositor e músico Francisco Carlos Fighera (Chico Fighera) pela dedicação em homenagear, por meio da música, o grandioso encontro de emoções - o Nacional de 2015.
Agradeço a todos avaliadores, juízes e narradores. Enfim, equipes que trabalharam somente pelas suas despesas e que não mediram esforços para valorizar o trabalho de cada participante, mostrando responsabilidade e retidão em suas decisões.
            Rui Cardoso Nunes, Alma Gaudéria, escreveu: “E virás, através da Cultura: da ciência, das artes, transmitir ao invasor da Querência as tuas tradições mais lindas e mais puras, nessa aculturação que ocorre no presente. E, embora morto já, viverás novamente nas glórias imortais das gerações futuras!”
          Neste momento de congraçamento do Tradicionalismo Gaúcho agradeço enormemente o apoio de vocês, onde mais uma vez comprovamos que nós - os tradicionalistas - somos uma verdadeira nação de bombachas que ainda preserva valores morais como hombridade, caráter, retidão e respeito.
          A todos os envolvidos o nosso Muito Obrigado! e até o próximo Nacional.

fonte: Rogério Bastos


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

VOLTEANDO DATAS

No dia 10 de fevereiro, do ano de 1756, aconteceu o Massacre do Caiboaté, perto de São Gabriel. Os índios guaranis, que após a morte de Sepé estavam sob o comando de Nicolau Nhenguirú III, foram aniquilados pelo exército aliado (luso-brasileiro e espanhol) que estavam demarcando as terras gaúchas como mandava o Tratado de Madri.



Também num dia 10 de fevereiro, mas no ano de 1843 ocorreu a Dissolução da Constituinte Riograndense, motivada por diferenças entre Bento Gonçalves e seu primo Onofre Pires.



 Blog Léo Ribeiro

INVERNADA XIRÚ CAMPEÃO FENART 2015

Invernada xirú do CTG  Lanceiros da Zona Sul é campeão do  FENART/2015, em Piratuba/SC




RIO GRANDE É CAMPEÃO DO FENART


No somatório de todas as categorias, o MTG do Rio Grande do Sul sagrou-se campeão do FENART ocorrido neste fim de semana em Piratuba, Santa Catarina. Na principal categoria, as danças tradicionais, a invernada adulta do CTG União Gaúcha Simões Lopes Neto, de Pelotas, representando o Estado, saiu-se bicampeã nacional.


Fotos: Rogério Bastos

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

"A Guerra Guaranítica"

Livro narra massacre e apropriação da identidade indígena no RS

Historiador Tau Golin enfoca a luta de resistência dos povos nativos missioneiros em "A Guerra Guaranítica"

09/02/2015 | 17h13
Livro narra massacre e apropriação da identidade indígena no RS Paulo Vilani/Agencia RBS
O sino da redução de São Miguel com as ruínas da catedral ao fundoFoto: Paulo Vilani / Agencia RBS
* Jornalista, mestre em História, autor do blog Pampurbana
Para constituir uma identidade, buscamos características específicas que nos diferenciem dos demais. No Rio Grande do Sul, nossa história guarda uma experiência única na colonização da América. Aqui, na parte meridional, durante um período de um século e meio, houve uma sociedade baseada na propriedade coletiva da terra e no respeito às tradições dos povos nativos. Refiro-me exclusivamente às Missões Jesuíticas. No final do ano passado, um lançamento literário veio reacender a chama do imaginário missioneiro, e nos ajudar a lembrar que, mesmo com a dizimação dos índios rebeldes pelos exércitos luso-castelhanos, ficou um legado determinante para nossos costumes em comum. Trata-se do livro A Guerra Guaranítica: O Levante Indígena que Desafiou Portugal e Espanha, de Tau Golin (Editora Terceiro Nome, 200 páginas, R$ 38).
O tema não é novidade para o autor, que se debruça há décadas sobre ele, tendo publicado em 1998 obra extensa e rica em documentação. Diferentemente, o novo volume resume a tese do historiador sobre a destruição dos Sete Povos. Constitui-se, assim, como fonte de fácil acesso para o público interessado em compreender um período fundamental na formação do Estado. Também é um livro de guerra, centrado nas três partidas dos exércitos ibéricos e nas batalhas decorrentes dessas investidas. Para os fãs do gênero, revela táticas missioneiras, como queimar os campos na vanguarda do inimigo ou presenteá-lo para retardar seu avanço.
O autor não tem medo de arriscar. Com intuição e erudição, por vezes, reconstitui histórias de forma humanizada. Noutras, em tom anedótico. Escrevendo sobre as conferências de demarcadores de fronteira, chama atenção para a pompa com que tenentes-de-dragões, comissários e marqueses dos reinos europeus chegavam à região inóspita mais ao sul. De acordo com Golin, montaram dois acampamentos, reproduzindo cenários palacianos e autos barrocos. É divertido e vale a pena citar aqui o episódio de encontro ao acaso, antes das cerimônias previstas, em que os líderes avistaram-se nas margens de um riacho. Quando um entrou à cavalo n’água, o outro atirou-se igualmente em busca de cumprimento. “Consequentemente, a primeira conversa entre eles se deu na margem sul do arroio, sem poltrona aveludada, onde permaneceram em pé durante três horas, com Gomes Freire secando os fundilhos na aragem sulina”, escreve, na página 65.
Estimula o imaginário lembrar que, antes da guerra fatídica, os índios reduzidos enfrentaram diversas batalhas nas defesas da fronteira espanhola e do seu modo de vida. Fundaram sete cidades na banda oriental do Rio Uruguai. Entre perdas e ganhos, um século antes, derrotaram bandeirantes na Batalha de M’Bororé em 1641, feito épico.
Reside aí um dos valores deste livro: reavivar em nossas mentes contemporâneas o que representou a empreitada jesuítica-indígena. Basta ler que na metade do século 18 estavam organizados em 30 povos, na região onde hoje se situam o noroeste gaúcho, o nordeste argentino, o sul paraguaio e o norte uruguaio. Eram praticamente autossuficientes. Exportavam produtos beneficiados e participavam de 60% do mercado do Rio da Prata. O sucesso inclusive causava receio na Península Ibérica de que houvesse uma insurreição de um novo estado teocrático por estas plagas. Tau Golin ressalta que este medo vinha mesmo do desconhecimento do protagonismo indígena nas Missões.
Essa civilização parece ter ido muito bem, até que os dois reinos europeus assinaram o Tratado de Madri, em 1750. No acordo, a Colônia de Sacramento, fundada pelos portugueses onde hoje é o Uruguai, deveria ser entregue à Espanha. Em contrapartida, os espanhóis cederiam os Sete Povos das Missões. Sobre a troca, o autor observa que “Madri e Lisboa, no entanto, não levaram em consideração o que pensavam os habitantes daquela parte da América do Sul”. Nesta passagem podemos ter uma prévia de como Golin guia o texto. Longe das versões dos vencedores, nesta, o nativo tem voz e intenção.
Didático, o volume contém explicações sobre a constituição dos povoados em áreas urbanas e rurais, com complexa organização administrativa que incluía padres e caciques. Traz pequenas biografias dos principais personagens do conflito. Entre militares europeus e jesuítas, estão os comandantes indígenas, incluindo Sepé Tiaraju, alferes de São Miguel que inicialmente não era rebelde. Seu posicionamento teria mudado após um sonho com o padroeiro São Miguel, ordenando que os índios permanecessem em suas terras.
No campo do pertencimento, essência da identidade, há discursos formidáveis dos missioneiros frente à ameaça de despejo. Na carta do povo de São Luis, por exemplo, afirmam não querer a guerra, mas reiteram que: “esta é a terra em que nascemos, nos criamos e fizemos batizar, e é assim que aqui gostaríamos de morrer”.
Este tipo de discurso localista vem sendo apropriado desde o século 20 e colecionado como se fosse parte de uma cultura baseada no tipo gauchesco. No entanto, intriga saber que o exército espanhol era formado por poucas tropas regulares e uma maioria de paisanos. Esses paisanos, nas palavras de Golin, eram uma “gauchada sanguinária, habituada a roubar os rebanhos missioneiros, cuja barbárie ficaria conhecida na Batalha de Caiboaté”. E tem mais. Consultando documentação da época, o historiador afirma que o comando luso-espanhol perdeu o controle sobre a gauchada, responsabilizada, em parte, pela “mortandade”. Os chamados também de “blandengues” teriam prosseguido com as execuções após os índios terem sido completamente derrotados e pedirem clemência.
Após provocar esse choque entre nossa identificação regional e nossa sensibilidade, no último capítulo, o autor avalia o legado da revolta. Acredita que a posterior miscigenação provocou ao mesmo tempo a formação de uma nova sociedade e a destruição de um modo de vida tradicional. Um processo de guaranização do cotidiano contemporâneo sul-rio-grandense também teria atingido áreas mais distantes das missões. “Expressões identitárias icônicas, como o assado/churrasco (a espetada de carne tribal), o mate/chimarrão e dezenas de alimentos constitutivos da ‘comida caseira’ vêm do universo nativo”, escreve.
No entanto, qualifica como assustador o fato de que descendentes de imigrantes europeus se identifiquem como missioneiros hoje, baseando-se na territorialidade e no patrimônio cultural, enquanto os índios são marginalizados e vistos como um problema para o Estado-nação. “Essa guaranização subalterna talvez tenha sido o fenômeno mais determinante da formação de um ethos rio-grandense, daquilo que podemos chamar genericamente de elementos fundantes de um povo e de seus costumes em comum”, conclui.
Sem querer idealizar aquele período, este pequeno livro nos estimula a reinterpretar a história pensando os dias atuais. Estimula-nos até a arriscar hipóteses. Se hoje há conflitos agrários no Rio Grande do Sul, entre descendentes de europeus e nativos, é porque o modelo de propriedade coletiva da terra perdeu a guerra?
Outra questão se impõe. Tratando-se de batalhas perdidas, escolhemos a Revolução Farroupilha para basear nossa identidade contemporânea. Mas à medida que superarmos nossa herança racista e machista, advinda além-mar junto a nossos antepassados imigrantes, começaremos a achar menos interessante o ícone gaúcho (individualizado, imponente, viril e montado a cavalo)? Passaremos a simpatizar e a nos apropriarmos de uma simbologia mais fraternal e civilizatória, oferecida pela experiência missioneira? Inventaremos uma nova tradição?

fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/proa/noticia/2015/02/livro-narra-massacre-e-apropriacao-da-identidade-indigena-no-rs-4697033.html?utm_source=Redes+Sociais&utm_medium=Hootsuite&utm_campaign=Hootsuite

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Abertura Exposição “Leopoldo Rassier – 15 anos de saudade”


Ocorreu na manhã desta sexta-feira, dia 06 de fevereiro de 2015, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, a Abertura da Exposição “Leopoldo Rassier – 15 anos de saudade”.
A Exposição, que pertence ao acervo da Associação dos Servidores da Secretaria de Educação e Cultura (ASSEC), busca resgatar a vida e obra do artista Leopoldo Rassier.
A abertura contou com a presença de várias autoridades, dentre elas, o Senhor Governador do Estado, José Ivo Sartori, o Presidente da Assembléia Legislativa, Deputado Edson Brum, o Secretário da Cultura, Victor Hugo, o presidente da FIGTF, Vinícius Brum e a viúva do intérprete, Tatiana Rassier, entre outros. A Exposição “Leopoldo Rassier – 15 anos de saudade” ficará na Galeria dos Municípios, no saguão de entrada da Assembléia Legislativa, até 20 de fevereiro.
Fotos:https://www.facebook.com/institutogaucho.igtf

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A FIGTF REGISTRA OS 91 ANOS DO NASCIMENTO DE JAIME CAETANO BRAUN


Jaime Caetano Braun nasceu aos 30 de janeiro de 1924, no sub-distrito de Timbaúva, então pertencente ao 3º Distrito de São Luiz Gonzaga, hoje município de Bossoroca. Foi lá, convivendo com a intimidade dos rincões missioneiros e instruído por sua mãe Euclides Caetano Braun, que agregava miscigenação de sangues portugueses e indígenas, que ele adquiriu o amor pelo Rio Grande que marcou toda sua vida. Guiado pelo pai, o leopoldense João Aloysio Braun, mestre-escola devotado, iniciou-se no conhecimento das letras e da leitura.
Praticamente dedicou uma vida inteira à poesia gaúcha, pois desde os tempos escolares suas redações eram compostas em versos, muitos dos quais acabaram por se perder.
Seus primeiros poemas passaram a ser publicados a partir de 1943 no jornal “A Notícia” de São Luiz Gonzaga e sua atuação política e brilho começam a se destacar em 1945 quando, acompanhando os comícios do estadista Getulio Vargas, empolgou as platéias brasileiras com um gênero de repentismo poético até então relevado apenas dentre os gaúchos do Prata: a pajada, da qual acabou por ser o mais fulgurante divulgador. Seu poema “O Petiço de São Borja”, publicado, então, em todos os recantos do País, tornou-se antológico e fez seu nome conhecido por todos os rincões pátrios.
Sua vocação para a integração continentina refulge a partir de 1948, quando assume, na emissora gonzaguense, o programa gauchesco “Galpão de Estância”, provavelmente o primeiro a integrar, todos os domingos, poetas, autores, compositores, instrumentistas e cantores das três pátrias pampianas. Com o nome do citado programa radiofônico editou seu primeiro livro de poemas gaúchos em 1948. Amaioria do conteúdo de “Galpão de Estância” já era conhecida e declamada bem além das fronteiras rio-grandesnses. Seguiram-se De fogão em fogão (1958), Potreiro de Guachos (1965), Bota de Garrão (1966), Brasil Grande do Sul (1966) e Paisagens Perdidas(1966), o célebre Vocabulário Pampeano (1974). Em 1990 foi publicado Payador & Troveiro e em 1996 a antologia 50 anos de Poesia.
Gravou, pessoalmente, diversos CDs de seus poemas e várias letras de sua autoria foram musicadas por renomados compositores, participando com êxito nos festivais de música nativa. Em1973, aconvite do jornalista Flávio Alcaraz Gomes participou do programa da Rádio Guaíba “Brasil Grande do Sul”, cuja produção e apresentação assumiu no ano seguinte a através do qual, em pajadas soberbas, realizava uma resenha semanal dos principais fatos acontecidos no Rio Grande do Sul, no Brasil e no mundo.
Foi membro destacado da Estância da Poesia Crioula e no tradicionalismo gaúcho sua contribuição em diversos conclaves foi relevante, havendo, até, presidido o colegiado denominado Conselho Coordenador do Tradicionalismo Gaúcho, antes do surgimento do MTG como instituição. Recebeu, em vida, inúmeras homenagens, inclusive a Medalha “Negrinho do Pastoreio”, a maior condecoração com que o Governo do Estado destaca seus filhos mais ilustres. Faleceu no dia 08 de julho de 1999.
fonte : IGTF