sábado, 28 de junho de 2008

EMOÇÃO MARCA ENCONTRO TRADICIONALISTA NOS EUA








EMOÇÃO MARCA ENCONTRO TRADICIONALISTA NOS EUA

Convidados especiais do evento, o Vice-prefeito de Caxias, Alceu Barbosa Velho, e o músico Adelar Bertussi,
desfilaram pilchados pelas ruas de Nova York no último domingo
Caxias do Sul foi destaque no 4º Encontro Internacional do Tradicionalismo Gaúcho (4th Internacional Gaucho Convention), que aconteceu de 20 a 22 de junho, na cidade de Newark, vizinha a Nova York (EUA). O Vice-prefeito Alceu Barbosa Velho e o veterano músico Adelar Bertussi participaram como convidados especiais do encontro, promovido pelo grupo Brasil Tchê, de Newark, cidade do estado de Nova Jersey. O ponto alto foi um desfile pela Sexta Avenida, em Nova York, reunindo manifestações culturais de diversos países do mundo. O Brasil foi representado por tradicionalistas provenientes de vários estados. Adelar Bertussi fez história ao abrir a gaita e cantar o Oh! De Casa em terras norte-americanas. “Foi uma das maiores alegrias da minha vida”, confessa o acordeonista.
A abertura oficial do evento, na Biblioteca Pública de Newark, foi marcada pela emoção dos gaúchos “desgarrados do pago”. Vários participantes choraram durante a execução do Hino Rio-grandense, evidenciando as saudades da querência. Entre eles, estava a família do dentista Paulo Garcia, de Gramado (RS). Radicados em Toronto, no Canadá, fazem questão de manter hábitos como o chimarrão e o uso da pilcha. “Fundamos o CTG Querência do Norte, que é a entidade tradicionalista mais próxima do Pólo Norte de que se tem notícia”, diz.
O chimarrão é cevado diariamente também na casa do alegretense Iguatemi Bittencourt, na cidade de Elizabeth (Nova Jersey). Ele emigrou há 38 anos para trabalhar na construção de oleodutos no Alaska. “Eu passava quatro meses lá e dois em casa, aqui em Elizabeth. Usávamos uma roupa que deixava só o nariz e a boca de fora. Mesmo assim, o bigode congelava e era muito difícil respirar”, lembra. Hoje, trabalhando numa gráfica, ele proporciona à família uma vida confortável. Tem uma casa ampla, com piscina, ar condicionado central, um Cadillac e um Toyota na garagem. “Mesmo assim, pretendo voltar a viver no Rio Grande do Sul, quem sabe no Alegrete”, diz, saudoso, o ex-patrão do CTG Maragatos, de Porto Alegre. Recentemente, ele e a família conquistaram cidadania norte-americana.
TRAVESSIA NO DESERTO - Porém, a maioria dos brasileiros radicados na região de Nova York enfrenta dificuldades. São pessoas que entraram nos Estados Unidos pela fronteira com o México, atravessando a nado o rio que divide os dois países e enfrentando riscos no deserto. “No meu caso, atravessei de bóia, com muito medo, pois não sei nadar”, conta um mato-grossense simpatizante da tradição gaúcha. Imigrantes como ele trabalham na construção civil e outros serviços. Existem mulheres que fazem limpeza em apartamentos de Manhattan e ganham até 900 dólares por semana. Mandam para o Brasil o dinheiro que conseguem guardar.
Para todos, no entanto, o cultivo de hábitos ligados à cultura gaúcha é uma forma de amenizar a dura rotina e, ao mesmo tempo, matar as saudades do Brasil. “O tradicionalismo aproxima as pessoas que vivem aqui e proporciona momentos de lazer no intervalo das jornadas de trabalho pesado”, explica a coordenadora do encontro, Valeria Lessa Shalit. Casada com um americano, ela é filha do saudoso Barbosa Lessa, um dos fundadores do 35 CTG, o precursor do movimento tradicionalista. Além da participação no desfile, ela organizou missa crioula, palestras sobre o Rio Grande do Sul e outras atividades durante o evento.
O tradicionalismo nos EUA já conta com entidades nos estados da Flórida, Califórnia, Nova Jersey, Massachussets e Connecticut.



Fotos: Alexandra Baldisserotto
PREFEITURA DE CAXIAS DO SUL
COORDENADORIA DE COMUNICAÇÃO



Um comentário:

PÂmela disse...

NOSSO RIO GRANDE ESTÁ SEMPRE REPRESENTADO POR GRANDES GAÚCHOS....
GRANDE ADELAR.
ALCEU...E ++++...
ESSES SÃO GAÚCHOS DE FATO.
ABRAÇO